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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Sacos de Cimento da Cimpor


Para variar aí vai uma teoria da conspiração: a Cimpor anda-nos a meter a mão ao bolso!
Por norma, quem é "gente rude do campo" (como eu) ou trabalhou na construção civil, quando pensa em sacos de cimento da Cimpor pensa em 50 kg. Numa altura ou noutra já teve de os carregar.
Há uns anos lembro-me de ter feitos obras cá em casa e reparei que os sacos tinham 40 kg. Fiquei deveras admirado, sempre me recordava dos sacos com 50 kg. O que não me recordava era de uma alteração significativa dos preços dos sacos de cimento... Mas há pouco tempo reparei que agora os sacos pesam 35 kg... Mais uma vez não me lembro de uma mudança significativa do preço uma vez que os sacos pesam menos 15 kg do que há uns anos.
Já não bastava a máfia das gasolineiras e agora podemos ter uma do cimento. Se baixam a quantidade de produto, e aumentam o preço, sobem o lucro. Nem tudo é mau, as dores nas costas diminuiram.
Já basta ter os comunistas à perna, não me interessa ter também os "cimenteiros". Se me quiserem processar lembrem-se que estou apenas a lançar uma hipótese baseada em factos reais tal como o Gonçalo Amaral. Como o livro dele foi proibido e eu usei os mesmos métodos nunca se sabe mas se me quiserem processar por difamação apresentem facturas.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A Teoria da "Pacaça"


A pedido de muitas famílias aqui vai tornado público a minha teoria sobre a “Tropa Pacaça”:
Para quem não foi militar, porque não quis ou não pôde, a denominada “Tropa Pacaça” são as forças regulares, por assim dizer, do Exército Português também vulgarmente conhecida por Tropa Macaca não faltando a esses militares enúmeras alcunhas depreciativas que não vou enunciar.
Diz quem sabe, que o termo surgido na Guerra do Ultramar era devido a um animal que habitava as nossas ex-colónias. Esse animal de aspecto parecido com um boi doméstico com os cornos revirados para trás, foi então utilizado para caracterizar as nossas forças regulares. Este termo terá sido utilizado pelas forças ditas especiais ou especializadas como os Comandos e Pára-Quedistas para se referirem à tropa regular.
Esta é mais ou menos a teoria em vigor, a minha é diferente, passo a explicar:
No Ultramar, não havia nem pelotões de atiradores, como se chama hoje em dia, nem companhias de atiradores ( leigos : Companhias têm cerca de quatro pelotões dependendo da orgânica e cada pelotão tem uma média de trinta homens ) havia sim os Caçadores como unidades de Infantaria. A Infantaria como se sabe tem como principal meio de deslocação as suas “botas” sendo portanto estas Unidades que faziam a maioria das patrulhas apeadas pelo meio da mata. Com o desenrolar da guerra, fosse artilheiro, fosse cavaleiro, cozinheiro ou “transmissivo” e à falta de meios e pessoal todos lá tinham que se enfiar na mata e fazer as patrulhas passando todos a ser de uma forma ou de outra “Caçadores”.É aqui que vou buscar o ponto fulcral : Ora, era tudo uma tropa de caçadores, sendo caçadores eram uma tropa para caçar, eram uma “tropa para caça”, pegando na tradição portuguesa de comer letras: “tropa para caça” = “tropa pacaça”.
Sendo assim o termo “Pacaça” vem não do animal mas sim porque grande parte do exército fazia tarefas que não eram da sua especialidade dando origem a uma falta de formação que levava à inexperiência, falta de disciplina e mesmo à morte. Face a estes pormenores terá quiçá as forças mais experientes referir-se às forças regulares como “Pacaça” tendo este nome ficado até hoje.
Também é certo o costume do exército pôr nomes à oposição ou povos que conhece, ficando aqui uns exemplos : Turra – de terrorista, chamado ao guerrilheiros pró-independentistas das ex-colónias; “Landru” \ “Bosniac” – nomes usados pelos militares para se referirem aos habitantes do Kosovo e Bósnia; “Timocos” – habitantes de Timor e finalmente “Abexins” – termo utilizado pelas forças portuguesas para designar os Afegãos.
O mais certo é eu estar errado, por isso é que não é um facto mas sim uma teoria.